A História da casa da Brêa
Sobre Nós
a História
A Casa da Brêa, casa centenária, foi uma casa de lavoura em Santa Marta de Portuzelo, mas também uma casa onde nasceram vários padres, desde o século XVII até ao século XX.
O que deu mais notoriedade à Casa da Brêa, foi o Padre José Joaquim Soares Borlido também conhecido por Reitor da Brêa (n.26 de julho 1871 - f.23 Jan. 1930), não só porque foi reitor na freguesia onde nasceu e viveu, mas também pelas suas ideias e ações políticas. Na monarquia, antes de 1910, foi nomeado capelão da Casa Real de D. Carlos I e de D. Manuel II, pelo que, se julga que teria privilégios e poderes especiais nessa época.
O Reitor da Brêa usava sempre cabeção púrpura por ter sido Capelão da Casa Real, era uma pessoa afável, de carácter nobre e fidalgo. Defendia convictamente os valores da monarquia e, por isso, os republicanos fanáticos, logo a seguir à implantação da República e nos ataques aos padres e bens da Igreja, perseguiram-no até à ditadura de Sidónio Pais.
Foram diversos os confrontos e atentados sofridos pelo Reitor da Brêa, por força das suas convicções.
Foi apanhado numa conspiração para derrubar a República, juntamente com os seguidores de Paiva Couceiro. A Guarda Civil, por ordem expressa do Governador Civil de Viana, apareceu inesperadamente para prendê-lo na Casa da Brêa. Após lhe terem dado voz de prisão, o Reitor disse-lhes que antes de o levarem fazia questão de se despedir de seus pais, o que eles, com o devido respeito, acederam. Entrou então no corredor da cozinha para se despedir e, num instante, pega no chapéu de palha do cunhado, Manuel Fernandes Couto Soares, que o tinha ido visitar e estava na cozinha, veste o casaco de sulfatar do pai e foge para a Quinta de Santo Isidoro, em S. Salvador da Torre.
Ali permaneceu escondido, aproximadamente seis meses, no quarto do dono e seu grande amigo, sendo este que, secretamente, o alimentava e cuidava dele, sem que ninguém suspeitasse. Entretanto, escapou-se da Quinta e foi passar a Consoada de Natal com seus irmãos na Residência do Abade de Meixedo, seu irmão, Pe. António Joaquim Soares Borlido. No dia seguinte, pela calada da noite, seguiu a pé até Lanhelas, de onde atravessou o rio Minho para a Galiza, Espanha, não se sabendo com que meios e apoios, onde vivia seu tio João Francisco Gonçalves Borlido, casado com Maria da Pas Labalhos J. Conde, do Reynno de Hespanha.
Ali permaneceu escondido, aproximadamente seis meses, no quarto do dono e seu grande amigo, sendo este que, secretamente, o alimentava e cuidava dele, sem que ninguém suspeitasse. Entretanto, escapou-se da Quinta e foi passar a Consoada de Natal com seus irmãos na Residência do Abade de Meixedo, seu irmão, Pe. António Joaquim Soares Borlido. No dia seguinte, pela calada da noite, seguiu a pé até Lanhelas, de onde atravessou o rio Minho para a Galiza, Espanha, não se sabendo com que meios e apoios, onde vivia seu tio João Francisco Gonçalves Borlido, casado com Maria da Pas Labalhos J. Conde, do Reynno de Hespanha.
Num confronto com um republicano fanático, foi atingido por um tiro numa perna, mesmo em frente à casa que hoje é o Restaurante Camelo. Depois de uma prolongada convalescença, voltou a celebrar missa em Santa Marta, tendo a população da freguesia, em peso, ido esperá-lo à porta Casa da Breia, para o acompanhar até à igreja, numa manifestação de grande solidariedade e carinho.
A casa do tear, nas traseiras da cozinha da Casa da Brêa, ficou destruída quando uma bomba de grande potência estoirou na adega (30 de Janeiro de 1914), mesmo por baixo do quarto do Reitor e pouco antes de este ter entrado em casa. A bomba foi introduzida pela janela do rés-do-chão do quarto do Reitor..
Num outro atentado à vida do Reitor, uma mulher de Santa Marta pediu a sua presença, alegando estar muito doente, mas o intuito da mulher era matá-lo com uma pistola que tinha debaixo do travesseiro. No entanto, com a aproximação do Reitor, e vendo os Santos Óleos, não teve coragem.
Um dos seus amigos mais emblemáticos era o pintor José de Brito, frequentador da Casa da Brêa. Pintou os retratos em óleo, do Reitor da Brêa, do seu tio António Joaquim Gonçalves Borlido, Reverendo de Nogueira (N. 21 de Fev. 1832 F. 6 Março 1901), do seu irmão José Joaquim Soares Borlido, Abade de Meixedo e dos seus pais. Esses quadros estão hoje expostos na casa do Reitor da Brêa.
A Casa da Brêa foi cenário e palco de vários eventos, entre os quais se destacam um anúncio muito popular da Aguardente Aldeia Velha, “Aldeia Velha para os nossos copos”
A Casa da Brêa foi também cenário e inspiração para vários cartazes da festa de Santa Marta, o último datado de 2013. Refira-se ainda que a Casa da Brêa é associada à origem do traje azul das lavradeiras. Em 1891 o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia vieram de visita a Viana. A rainha recebeu em audiência, um enorme grupo de lavradeiras vestidas com o traje de festa vermelho com a exceção de uma que ia trajada de fato azul e que era a mais entusiástica pela novidade. Era uma rapariga da Casa da Brêa onde foi tecido este lindo traje, desenhado pelo pintor José de Brito, a pedido de um velho amigo - Reitor da Brêa.” «Traje original, característico… que pela sua gravidade, pela sua elegância terna, bem merece que todo o país o admire.» Este traje foi eternizado por Pedro Homem de Melo, com o poema:
Virei costas à Galiza;
Voltei antes para o sul…
Santa Marta! Trajo Verde…
Como o povo era poeta
Àquele trajo (tão verde!)
Deram-lhe o nome de azul…
A Casa da Brêa foi também cenário e inspiração para vários cartazes da festa de Santa Marta, o último datado de 2013. Refira-se ainda que a Casa da Brêa é associada à origem do traje azul das lavradeiras. Em 1891 o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia vieram de visita a Viana. A rainha recebeu em audiência, um enorme grupo de lavradeiras vestidas com o traje de festa vermelho com a exceção de uma que ia trajada de fato azul e que era a mais entusiástica pela novidade. Era uma rapariga da Casa da Brêa onde foi tecido este lindo traje, desenhado pelo pintor José de Brito, a pedido de um velho amigo - Reitor da Brêa.” «Traje original, característico… que pela sua gravidade, pela sua elegância terna, bem merece que todo o país o admire.» Este traje foi eternizado por Pedro Homem de Melo, com o poema:
Virei costas à Galiza;
Voltei antes para o sul…
Santa Marta! Trajo Verde…
Como o povo era poeta
Àquele trajo (tão verde!)
Deram-lhe o nome de azul…
EXCELENTE Com base em 3 avaliações Publicado em Miguel ÁngelVerificada El manager que te recibe mauricio es un amor, la casa increible y todo sin ningunha posibilidad de queja. Lo unico es que los espacios exterierores no son privdos pero nosotros tuvimos la suerte de coincidir con una familia explendidaPublicado em RitaVerificada Éramos um grupo de 8 pessoas, da mesma família, e todos adorámos a casa.Super confortável (camas, espreguiçadeiras), muito bem equipada (electrodomésticos, amenidades, toalhas piscina, etc.) e muito espaçosa. A casa foi renovada e está linda, além do conforto, houve muito cuidado em manter a traça antiga da casa.O espaço exterior é óptimo, piscina muito boa, tem uma área para churrasco, com uma mesa enorme. Também é possível ver um antigo lagar, uma nora e alguns utensílios antigos, muito giros. Excelente experiência!Obrigada Maurício, pela simpatia e disponibilidade.Publicado em FilipeVerificada Local a repetir pois é excelente para amigos e família com filhos!Certificado: TrustindexO selo verificado do Trustindex é o Símbolo Universal de Confiança. Apenas as melhores empresas podem obter o selo verificado que tem uma pontuação de avaliação acima de 4.5, com base nas avaliações dos clientes nos últimos 12 meses. Leia mais
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